Google e buscas6 min de leitura
Buscas com IA: o que não fazer no site do seu negócio
Pagar para aparecer no ChatGPT, bloquear todos os robôs, gerar textos em massa: os erros mais comuns com as buscas com IA e o que o Google diz sobre cada um.
Com as buscas com IA, como a Visão geral criada por IA e o Modo IA do Google, o ChatGPT e a Perplexity, apareceram também os atalhos. Os erros mais comuns são pagar por promessa de “aparecer no ChatGPT”, comprar arquivos especiais para IA, bloquear todos os robôs por medo, publicar dezenas de textos gerados às pressas, esconder texto para as máquinas, usar dados estruturados que não batem com a página e deixar informação desatualizada pela internet. O Google afirma que não há requisitos extras para aparecer nos recursos de IA dele: valem as mesmas boas práticas da busca comum.
Se você quer primeiro entender o que mudou, comece por buscas com IA e o seu site. Aqui o foco é o que evitar, e por quê.
1. Pagar para “ranquear no ChatGPT”
Ninguém controla o que uma IA vai responder. Na página sobre os recursos de IA e o seu site, o Google diz que não existem requisitos adicionais nem otimizações especiais para aparecer na Visão geral criada por IA e no Modo IA. Para a busca comum, ele já dizia que ninguém pode garantir a primeira posição.
O que fazer: desconfie de garantias e pergunte o que exatamente será feito no seu site. Se a resposta for “é segredo”, é sinal de alerta.
2. Comprar arquivos mágicos para IA
Surgiram ofertas de arquivos e marcações “feitos para a IA ler”. O Google é explícito: não é preciso criar novos arquivos legíveis por máquina, arquivos de texto para IA ou marcações especiais para aparecer nesses recursos.
O que fazer: cuidar do que o Google lista como boas práticas: permitir o rastreamento, usar links entre as páginas, oferecer boa experiência na página, deixar o conteúdo importante em texto, manter os dados estruturados de acordo com o que está visível e manter o Perfil da Empresa atualizado.
3. Bloquear todos os robôs por medo
Preocupadas com o uso do conteúdo pela IA, algumas pessoas bloqueiam tudo no robots.txt, o arquivo que diz quais robôs podem entrar no site. O problema é que o robô que lê o site para a busca do Google é o Googlebot de sempre. Bloqueá-lo impede o Google de ler as páginas, e isso afeta a busca inteira, não só as respostas com IA.
Existem controles mais precisos:
- Google-Extended: segundo a documentação dos robôs do Google, é uma regra do robots.txt que controla se o conteúdo do site pode ser usado para treinar as próximas versões dos modelos Gemini e para alimentar respostas desses modelos com páginas do índice do Google. O Google afirma que ela não afeta a inclusão do site na busca do Google nem é usada como sinal de classificação.
- GPTBot e OAI-SearchBot: a documentação da OpenAI explica que o OAI-SearchBot serve para mostrar sites nos resultados de busca do ChatGPT, enquanto o GPTBot é usado nos modelos de IA da empresa. Cada configuração é independente: dá para liberar um e bloquear o outro.
E para limitar o que aparece das suas páginas na busca do Google, o Google indica os controles da própria Busca, como nosnippet e noindex, e não um ajuste exclusivo para IA.
O que fazer: antes de mexer no robots.txt, saiba qual robô faz o quê. Na dúvida, não bloqueie o Googlebot.
4. Publicar dezenas de textos gerados às pressas
A IA ajuda a escrever, e o Google não proíbe isso. Nas orientações sobre conteúdo feito com IA generativa, ele diz que a ferramenta pode ser útil para pesquisar um tema e organizar um conteúdo original. Mas usar IA para gerar muitas páginas sem acrescentar valor para o leitor pode violar a política contra abuso de conteúdo em escala.
O Google também pede foco em precisão, qualidade e relevância, lembra que esses modelos podem produzir informações erradas e diz que a revisão vale até para os títulos das páginas e os textos alternativos das imagens. Erro publicado no seu site é responsabilidade sua. Veja os riscos em informação falsa no site feito com IA.
O que fazer: menos páginas, mais úteis. Uma página clara para cada serviço importante vale mais do que cem artigos genéricos.
5. Esconder texto “para a IA ler”
Lista de bairros em letra branca, perguntas escondidas no código, uma versão da página só para robôs. A ideia parece esperta, mas a política de spam do Google classifica texto oculto como abuso, e mostrar conteúdo diferente para robôs e para pessoas também é spam.
O que fazer: se a informação é útil para a IA, ela é útil para o cliente. Mostre para todo mundo.
6. Dados estruturados que não batem com a página
Dados estruturados são um código invisível que descreve para as máquinas quem é a empresa, onde fica e como entrar em contato. Eles ajudam, desde que digam a verdade. O Google pede que esses dados correspondam ao texto visível na página, e as regras gerais de dados estruturados proíbem marcar conteúdo que o visitante não vê ou usar esse código para enganar. Problemas assim podem gerar uma ação manual, que tira da página a chance de ganhar destaques especiais nos resultados.
O que fazer: sempre que mudar horário, telefone ou endereço no site, confira se os dados estruturados mudaram junto.
7. Deixar informação velha espalhada
As respostas com IA são montadas a partir do que essas ferramentas conseguem ler. Se o seu horário mudou no Instagram, mas continua o antigo no site e no Perfil da Empresa no Google, alguém pode receber a informação errada. Não por acaso, o Google inclui manter o Perfil da Empresa atualizado entre as boas práticas para os recursos de IA.
O que fazer: quando algo mudar, atualize o site, o Perfil e as redes no mesmo dia.
8. Medir pelo achismo, ou entrar em pânico
“O tráfego vai acabar” e “ninguém mais clica” são frases fáceis de ouvir. Antes de mudar tudo, olhe os números. O Google informa que as visitas vindas dos recursos de IA aparecem no relatório de Desempenho do Search Console, junto com as demais visitas da busca na Web.
E pergunte aos clientes novos como eles encontraram você. Respostas como “perguntei no ChatGPT” ou “vi no resumo do Google” mostram que o trabalho está funcionando. As pessoas continuam pesquisando antes de contratar. Mudou o formato da resposta, não a necessidade de um site claro e confiável.
A base continua a mesma
Quase todos esses erros têm a mesma origem: escrever para a máquina em vez de escrever para o cliente. Os atalhos da busca comum também valem aqui, e estão em o que não fazer para aparecer no Google.
Na criarmeu.site, criamos sites com texto claro, informações conferidas com você, código leve e configuração no Google na publicação. Conheça o site profissional para empresas e peça seu orçamento grátis pelo WhatsApp.