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7 min de leitura

Regras do CFP para o site do psicólogo: o que pode e o que não pode

O que o Código de Ética do Psicólogo e a Resolução CFP 003/2007 exigem e proíbem no site: CRP, títulos, valores, depoimentos, sigilo e atendimento online.

Sim, o psicólogo pode ter site. As normas da psicologia não restringem os meios de divulgação: site, redes sociais, cartão e folder são permitidos, e cabe ao profissional escolher os mais adequados ao seu trabalho, como lembra a cartilha de publicidade profissional do CRP-MG. O que as normas definem é como divulgar: com identificação completa, sem usar o preço como propaganda, sem prever resultados, sem sensacionalismo e com o sigilo em primeiro lugar.

Este texto resume essas regras para quem vai criar ou revisar o site. Não é consultoria jurídica: pelo próprio Código de Ética, as dúvidas sobre a sua aplicação são resolvidas pelos Conselhos Regionais (art. 22). Na dúvida, consulte o CRP da sua região.

As normas em poucas linhas

  • Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP 010/2005), principalmente o art. 20, sobre a promoção pública dos serviços.
  • Resolução CFP 003/2007, que consolida as resoluções do CFP e tem um capítulo sobre publicidade profissional (arts. 53 a 58).
  • Resolução CFP 9/2024, que regulamenta o exercício da psicologia mediado por tecnologias digitais, como o atendimento online.

O CFP também publicou a Nota Técnica 01/2022, sobre uso profissional das redes sociais, e os Conselhos Regionais mantêm materiais de orientação, como a cartilha citada acima.

O que o site precisa mostrar

O art. 20, a, do Código e o art. 53 da Resolução 003/2007 pedem, em toda publicidade:

  • o nome completo do profissional;
  • a palavra psicólogo ou psicóloga;
  • a sigla do Conselho Regional e o número de inscrição, por exemplo, CRP 04/00000.

O CRP-MG orienta que o nome social pode ser usado e que logomarcas e nomes artísticos são permitidos, desde que apareçam junto ao nome completo e ao CRP. Clínicas precisam de registro no CRP e de responsável técnico, e podem divulgar com o nome da empresa e o número de inscrição dela.

O que pode entrar

A Resolução 003/2007 vai além de permitir: o art. 56 diz que o psicólogo é obrigado a prestar, na publicidade, informações que esclareçam a natureza básica dos seus serviços. Isso combina com o que a pessoa procura no site:

  • Públicos atendidos: crianças, adolescentes, adultos, casais.
  • Abordagem teórica, explicada em linguagem simples.
  • Serviços: psicoterapia, avaliação psicológica, orientação de pais e outros.
  • Como funciona: duração e frequência das sessões, primeira conversa, atendimento presencial ou online.
  • Local e contato: endereço do consultório, mapa e um caminho discreto até o WhatsApp.
  • Formação: apenas títulos e qualificações que você realmente tem (art. 20, b). O CRP-MG lembra que “Dr.” ou “Dra.” é só para quem tem doutorado e que um curso livre não deve ser apresentado como especialidade.

Um site para psicólogos bem organizado distribui essas informações em páginas curtas, para a pessoa encontrar o que precisa sem ler tudo de uma vez.

O que não pode

Pelo art. 20 do Código e pelo art. 56 da Resolução 003/2007, o psicólogo, na publicidade:

  • não usa o preço como propaganda (art. 20, d). O CRP-MG entende que isso inclui gratuidade, primeira sessão grátis, descontos, promoções, pacotes, cupons e sorteios. O valor é combinado diretamente com a pessoa, antes do início do trabalho (art. 4º, b);
  • não faz previsão taxativa de resultados (art. 20, e). Pode falar dos objetivos e dos possíveis benefícios do processo, nunca garantir;
  • não se autopromove em detrimento de outros profissionais (art. 20, f), o que deixa de fora comparações e superlativos;
  • não faz divulgação sensacionalista (art. 20, h), nem conteúdo que fira os sentimentos da população induzindo demandas (Resolução 003/2007, art. 56, VII);
  • só divulga técnicas e práticas reconhecidas ou regulamentadas pela profissão (art. 20, c). O CRP-MG orienta, por exemplo, a não se apresentar como psicólogo no mesmo espaço em que oferece astrologia, reiki ou tarô;
  • não propõe atividades privativas de outras profissões (art. 20, g).

O art. 2º, i, do Código também veda induzir qualquer pessoa a recorrer aos seus serviços. No site, isso pede chamadas que convidem, sem pressionar. “Se quiser conversar, estou à disposição” respeita mais o momento de quem lê do que “Não espere mais, agende agora”.

Há uma exceção sobre valores: o CRP-MG entende que plataformas de atendimento exclusivamente online, em que a pessoa contrata pelo próprio site, devem informar o preço por exigência do Código de Defesa do Consumidor, mas sem que ele seja o destaque.

Sigilo, depoimentos e casos

O sigilo (art. 9º do Código) pesa muito na publicidade. A Resolução 003/2007 veda usar diagnóstico, análise de caso, aconselhamento ou orientação psicológica que, de alguma forma, identifiquem a pessoa (art. 54). O Código também veda apresentar resultados de serviços psicológicos em meios de comunicação de forma a expor pessoas (art. 2º, q).

E os depoimentos? O CRP-MG orienta que, mesmo com a identidade preservada ou com autorização, usar material ou depoimentos de pacientes para promover o profissional não é recomendado. O caminho mais seguro é não usar. A confiança vem da sua formação, da clareza das informações e do tom do site.

Atendimento online

A Resolução CFP 9/2024 regulamenta o atendimento mediado por tecnologias digitais e revogou as normas anteriores sobre o tema (Resoluções CFP 11/2018 e 04/2020). Dois pontos dela tocam o site:

  • O psicólogo é responsável pelas manifestações públicas sobre os serviços que presta e pela forma como eles são divulgados por meios digitais (art. 3º, § 2º).
  • Em situações de risco à vida ou à integridade, violência, violação de direitos e urgências, a norma pede que o profissional considere o atendimento presencial ou o encaminhamento à rede de proteção (art. 5º).

Na prática, uma página de atendimento online deve explicar como a sessão acontece, o que a pessoa precisa ter (conexão estável, um lugar reservado, fones de ouvido), como o sigilo é protegido e que, em alguns casos, o atendimento presencial pode ser mais indicado. Vale incluir orientação para emergências, como o CVV (188) e o SAMU (192).

WhatsApp com discrição

A primeira mensagem não deve expor o motivo da busca. Prefira um texto neutro, como “Olá, gostaria de informações sobre atendimento”. Veja como montar esse botão no guia de WhatsApp no site. Como a conversa pode envolver informações de saúde mental, que são dados sensíveis pela LGPD, peça só o necessário para marcar o primeiro contato. O essencial está no post sobre LGPD no site.

Conteúdo: informar sem expor

Artigos no site ajudam quem pesquisa e ajudam o site a aparecer no Google. O art. 19 do Código pede que, ao participar de veículos de comunicação, o psicólogo dissemine conhecimento sobre as atribuições, a base científica e o papel social da profissão. Temas como “como funciona a primeira sessão”, “quando procurar terapia” e “como escolher um psicólogo” informam sem expor ninguém. Evite responder casos particulares em público. Para pensar a divulgação como um todo, veja como conseguir pacientes pela internet.

Checklist antes de publicar

  • Nome completo, a palavra psicólogo ou psicóloga e o CRP com número
  • Só títulos que você possui; “Dr.” ou “Dra.” apenas com doutorado
  • Nenhum valor como propaganda: sem grátis, desconto, pacote ou promoção
  • Nenhuma promessa de resultado ou comparação com colegas
  • Sem depoimentos, casos ou material de pacientes
  • Página de atendimento online clara, com orientação para emergências
  • WhatsApp com mensagem neutra

Um site que acolhe antes da primeira sessão

Quem procura terapia costuma pesquisar com calma, muitas vezes em silêncio. Um site sereno, claro e ético ajuda essa pessoa a dar o primeiro passo. Na criarmeu.site, criamos sites para psicólogos pensados para respeitar as regras de publicidade do CFP, com CRP em destaque, páginas para o atendimento presencial e online e contato discreto pelo WhatsApp. Você revisa cada página antes de publicar. Conheça o site para psicólogos e peça um orçamento grátis pelo WhatsApp.

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